O adjunto da Delegacia Especializada em Homicídio (DEH), Fabiano Nagata, informou hoje (20) que encaminhou o pedido de perícia do carro de Hugleice da Silva, cunhado de Marielly Rodrigues Barbosa, ao Instituto de Criminalística.
O objetivo é descobrir se há vestígios de sangue no veículo que Hugleice usou para levar Marielly até Sidrolândia, onde teria ocorrido o aborto malsucedido.
De acordo com o Coordenador de Divisão do IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses), Nelson Sermino Junior, ainda não há uma data definida para a vistoria. “Primeiro vamos analisar o carro a procura de manchas visíveis à luz do dia, depois é que o perito vai utilizar o luminol, produto que detecta manchas onde havia sangue”, explica.
O uso do luminol só pode ser feito no período da noite, segundo o coordenador, “até a luz da lua pode atrapalhar, então, não posso afirmar exatamente quando será feita esta parte da perícia”. O resultado demora 10 dias, em média, para sair.
Análise
O uso do luminol pode detectar manchas mesmo que o carro tenha sido lavado várias vezes. “Se houver vestígios de sangue, o material é recolhido e encaminhado para o laboratório, para que seja confirmado se é sangue humano. Se houver confirmação, o delegado solicita novo exame pedindo que o DNA seja comparado com o da vítima”, completa Nelson.
Conclusão do caso
Nagata acredita que até o dia 12 de agosto o inquérito da investigação seja concluído. Até lá, a polícia espera ter respostas para o caso, como quem levou Marielly até o canavial onde ela foi encontrada e se Jodimar foi contratado por uma outra pessoa, que teria intermediado a negociação do aborto.
Se o caso ainda não estiver solucionado até esta data, o delegado ainda pode pedir mais 30 dias de investigação, mas Nagata está confiante de que a prorrogação não será necessária.