O vice-prefeito de Alcinópolis, Alcino Fernandes Carneiro (PDT), acredita que deve assumir a prefeitura na segunda-feira (25). Até as 10h desta sexta-feira (22),ele não tinha recebido qualquer decisão para assumir o comando administrativo do município.
No final da tarde de ontem (21), os delegados de Alcinópolis e Coxim, Camilo Kettenhuber Cavalheiro e Bruno Henrique Urban, respectivamente, lacraram a prefeitura. Nas portas foram fixadas cópias da determinação do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
Consta no documento que o assistente de acusação no caso da morte do vereador Carlos Antonio Costa Carneiro (PDT) informou que pessoas ligadas ao prefeito Mané Nunes (PR) passaram a “surrupiar” documentos da prefeitura depois das prisões ocorridas nesta quarta-feira (20).
Além do prefeito, foram presos três vereadores: o presidente Valter Roniz (PR), primeiro-secretário Enio Queiroz (PR) e vice-presidente Valdeci Lima (PSDB). A funcionária da prefeitura, Jurdete Marques de Brito, que teria tido um relacionamento amoroso com um dos executores do crime também foi presa, assim como o comerciante Ademir Luiz Muller, o “Gauchinho”.
O crime
O então presidente da câmara de Alcinópolis, Carlos Antonio Costa Carneiro (PDT), de 40 anos, foi assassinado com três tiros, no início da tarde de 26 de outubro de 2010. A execução aconteceu na avenida Afonso Pena, no bairro Amambaí, em Campo Grande.
A investigação aponta que Irineu Maciel, de 38 anos, e Aparecido de Souza, de 28 anos, executaram o crime. Ambos foram presos pouco tempo depois. Inicialmente, os dois afirmaram ter recebido R$ 20 mil para executar Carneiro, mas não revelaram o nome do mandante.
Uma terceira pessoa também foi presa após o crime. Valdemir Valsan, de 43 anos, foi apontado como o intermediador do crime. Desde então, os três permanecem presos em Campo Grande.