Rua dos Ipês, Hipermercado Jardim dos Ipês, Clube Campestre Ipê, Cemitério Parque dos Ipês e, em breve, Shopping Bosque dos Ipês. Todos esses lugares ficam em Campo Grande, que além de Cidade Morena, é conhecida também como Cidade dos Ipês.
Ipê roxo colorindo o canteiro central da principal avenida da cidade
Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado
Com o tempo seco do inverno, as condições ficam ideais para a floração dos Ipês, que embelezam a capital sul-mato-grossense com um colorido especial.
Para a estudante Nayara Vasconcelos, de 18 anos, deveria ter mais Ipês na cidade, principalmente na área central, “Campo Grande é conhecida pela beleza de seus Ipês, acho que deveria ter uma atenção especial. Até porque, quem não fica encantado com a beleza tão singela, simples e inspiradora de um ipê”.
Na Capital, temos cerca de 9 espécies de Ipês, o mais comum é o Ipê Amarelo, seguido do Ipê Roxo e em menor número temos o Ipê Branco.
Mudando a estrutura
Um edifício localizado no bairro Vivendas do Bosque se deparou com um Ipê no meio do caminho. Na verdade, os engenheiros responsáveis pelo projeto decidiram que o Ipê não iria sair do lugar e resolveram fazer o projeto do edifício assim mesmo.
Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado
O engenheiro responsável pela obra, Adriano Cola, conta a estratégia adotada para preservar o Ipê, “ Na fase inicial da obra, encontramos um pé de ipê que pelo projeto localizava-se na entrada de veículos do condomínio. A árvore estava visivelmente comprometida e tinha um aspecto de árvore sem vida. Diante dessa constatação, resolvemos buscar ajuda de um especialista no assunto”.
O engenheiro Florestal Jurandyr Abrão foi contratado especialmente para cuidar do Ipê que, na época, reinava soberano no canteiro de obras. “em uma manhã da primavera de 2008. “O engenheiro Adriano Cola, da Plaenge, me liga dizendo: “Jurandyr, tem uma árvore aqui e estou preocupado com seu aspecto, está totalmente desprovida de folhas, parece que morreu, voce pode vir dar uma olhada?“.
“Agi como se um ipê pudesse pensar e o tratei com todo respeito, como se assim o fosse”, disse Jurandyr.
Após o tratamento, a árvore deu sinais de recuperação, a partir disso, a construtora decidiu alterar o projeto original do empreendimento para incluir o Ipê, que hoje é marca registrada do edifício Le Corbusier, em Campo Grande.
Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado