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DOURADOS

Vila Olímpica terá polícia comunitária

Vila Olímpica terá polícia comunitária

Redação

03/08/2011 - 13h07
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A Vila Olímpica Indígena será sede de um posto de policiamento comunitário equipado com 10 câmeras de vigilância, além de uma viatura, que vai cuidar da segurança nas aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados. Também serão treinados policiais para a abordagem nas comunidades tradicionais. A informação foi repassada na tarde de ontem (2) pela secretária de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Regina Miki, ao coordenador da bancada sul-mato-grossense no Congresso, deputado Geraldo Resende (PMDB-MS).

O objetivo destas ações será enfrentar a questão da violência nas aldeias douradenses, principalmente ao consumo de álcool e drogas, assunto que vem sendo discutido pela Secretaria Geral da Presidência da Republica. “Por meio do trabalho do Geraldo, a discussão da segurança nas aldeias indígenas está sendo realizada na Presidência da República. A Presidente Dilma já solicitou as ações, o cronograma e o custo”, ressaltou Regina Miki.

Com este objetivo, estão sendo discutidas pelo governo federal, ainda, outras ações de combate à entrada e consumo de drogas nas aldeias Jaguapiru e Bororó. Para tanto, nos dias 11 e 12 de agosto a secretária Nacional Anti-Drogas, Paulina Duarte estará na Vila Olímpica Indígena, com representantes da FUNAI, da Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, do Governo do Estado e da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

As ações ligadas à segurança estão sendo articuladas pela assessora especial do Ministério da Justiça, Maria Augusta Assirati, em conjunto com a Presidência da Republica. O deputado Geraldo Resende também trabalha pela edificação de um Centro de Atenção Psicossocial para tratamento de usuários Álcool e Drogas (CAPS-AD) nas aldeias.

Em relação à gestão da Vila Olímpica, Geraldo Resende afirma que ainda acredita na possibilidade do Estado e a Prefeitura de Dourados chegarem a um entendimento para administrar aquela estrutura. No entanto, caso isso não aconteça, está sendo construída uma alternativa de gestão pelo governo federal.

Segundo o parlamentar está sendo elaborado um projeto piloto interministerial. “Queremos uma gestão da Vila Olímpica interessada e eficaz, que signifique o fim da criminalidade, do uso de drogas e da violência”, afirmou, lembrando que a UFGD está elaborando um projeto de gestão que prevê administração geral e atividades desportivas, culturais e de lazer a partir de convênio entre a Universidade e o Ministério da Justiça ou Ministério do Esporte. A proposta é que o convênio seja renovado a cada quatro anos.

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