Uns vêm de Terenos para Campo Grande, outros suportam a dor de uma ferida aberta por mais de um mês. Problemas de saúde são multiplicados quando se utiliza o Sistema Único de Saúde (Sus). Esbarrando em burocracias, pacientes entram em uma verdadeira saga por atendimento. “Eu vou no posto de saúde aqui do Aero Rancho e eles me falam que moro em uma parte do bairro que a equipe que tem médico não pode atender. Vou ter que mudar de casa para me atenderem?”, questiona Leonir Maria Alves, 64 anos.
Leonir é moradora do Bairro Iracy Coelho, parte do Conjunto Aero Rancho. Ela conta que no posto de saúde existe uma política de “equipes”, na qual cada região do conjunto é atendida por um médico e enfermeira diferentes. Acontece que a “equipe” responsável pelo Iracy Coelho está desfalcada, a médica estaria de licença maternidade desde 2009. A reclamação é constante na associação de moradores. “Todo mundo reclama, tem uns que chegam no posto às 22h para conseguirem senha para o outro dia. É só ir lá esse horário que dá pra ver gente com travesseiro e colchão acampando lá”, conta a presidente da associação, Maria Bezerra.
De lá para cá
Segundo informa a prefeitura, não há nenhum tipo de determinação para esse sistema de “equipe”. Exceto nas Unidades Básicas de Saúde da Família, em que o médico visita a família em casa. O setor administrativo informou que está em fase de elaboração de um edital para que novos médicos sejam contratados e comecem a trabalhar ainda este ano. A prefeitura irá abrir 85 vagas. Para a administração, este tipo de concurso é mais simples e ágil porque tem apenas a fase de prova escrita e de títulos.