Nesta tarde o vereador de Franco da Rocha (Grande São Paulo) Leozildo Aristaque Barros --conhecido como Leo do PT-- se apresentou à delegacia seccional de Franco da Rocha. Ele é suspeito de ter matado a tiros um colega durante uma romaria na sexta-feira (5).
Segundo o delegado-assistente da Seccional de Franco da Rocha, Nivaldo da Silva Santos, o vereador e sua mulher --que não teve o nome divulgado-- se apresentaram acompanhados de advogados por volta das 15h. A Justiça já havia decretado a prisão preventiva de Barros.
Antes de ser ouvido pela polícia, Barros foi encaminhado ao IMl (Instituto Médico Legal) para exame de corpo de delito. Até as 16h, o depoimento dele não havia terminado. Ele será encaminhado para CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franco da Rocha. O delegado não soube informar se a mulher do vereador também será indiciada.
Barros e Rodrigo da Cruz França (PV) participavam --a cavalo-- de uma romaria tradicional na região que sai de Franco da Rocha e termina em Bom Jesus de Pirapora (Grande São Paulo). O crime ocorreu em Cajamar (Grande São Paulo).
Segundo testemunhas ouvidas pela polícia, o assassinato ocorreu após França supostamente ter feito um comentário sobre a mulher de Barros, que teria dando ainda um tapa no rosto do colega, que não reagiu. Um pouco mais adiante, Barros atirou e fugiu no carro com a mulher.
O delegado-assistente afirmou que as testemunhas não souberam dizer se o comentário foi ofensivo ou elogioso. A hipótese de crime político foi descartada pela polícia.
Evandro Federzoni de Araújo e Sílvio Carlos Menegatti também foram atingidos pelos tiros. As vítimas foram encaminhadas para o Hospital Regional de Cajamar (Grande São Paulo), mas França não resistiu aos ferimentos. Os outros dois não correm risco de morte.
O diretório municipal do PT de Franco da Rocha divulgou na segunda-feira (8) que Barros foi expulso do partido, após reunião extraordinária realizada no domingo (6). O diretório também informou que vai encaminhar à Câmara uma representação contra o parlamentar por quebra inequívoca de decoro parlamentar. O procedimento possibilita que a Casa possa realizar processo de cassação do vereador.
De acordo com a assessoria da Câmara, os dois eram amigos e não há registro de discussões anteriores. Eles, inclusive, teriam tomado café juntos antes de irem para a romaria.
França estava em seu terceiro mandato e foi presidente da Câmara em 2003 e 2004. Barros está no segundo mandato e é presidente do Sindicato dos Comerciários de Franco da Rocha.
Com informações da Folha