Cientistas anunciaram nesta quarta-feira (10) ter identificado 29 genes mais relacionados com a esclerose múltipla (EM), doença cujas causas exatas ainda são desconhecidas. A EM afeta, aproximadamente, uma em cada mil pessoas e acredita-se que tenha causas hereditárias e ambientais.
A doença faz com que o sistema imunológico ataque a mielina, lipoproteína que constitui a bainha das fibras nervosas. Os sinais nervosos se perdem, provocando problemas de coordenação, equilíbrio, visão ou expressão oral.
Em artigo publicado no periódico científico Nature, um grupo de cientistas afirma ter identificado 29 genes com variedades associadas à EM e cinco outros que talvez também influenciem na doença. Estes genes se agregam às 23 variações, cuja participação na doença era desconhecida.
Anteriormente, cientistas acreditavam que pessoas com deficiência de vitamina D teriam alto risco de sofrer de esclerose múltipla.
Os cientistas esperam que as novas descobertas permitam, no futuro, desenvolver instrumentos mais aprimorados para diagnosticar a doença e, talvez, produzir medicamentos que protejam ou consigam reparar a mielina.
(Fonte: iG)