No mês em que completa 112 anos de emancipação político-administrativa, Campo Grande começará a tirar do papel dois grandes projetos financiados pelo PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), que somam aproximadamente R$ 180 milhões em investimentos. O prefeito Nelsinho Trad (PMDB) anunciou ontem, durante visita técnica a 11 obras públicas em andamento pela Capital, que o governo federal já depositou os recursos que permitem dar início aos processos para execução dos empreendimentos — um deles é o conjunto de obras de urbanização de fundo de vale dos córregos Bálsamo, Taquaral e Segredo e o outro consiste no manejo de águas pluviais dos córregos Anhanduí, Cabaça e Areias.
Os empreendimentos estavam aprovados pelo Miniistério das Cidades desde maio deste ano, porém seu início ainda permanecia em suspenso por conta de orientação do governo federal, que condicionou a liberação dos recursos do PAC 2 à conclusão das obras financiadas pelo PAC 1.
"Para nossa surpresa, a presidente Dilma (Roussef) autorizou a liberação dos recursos e o dinheiro está depositado na conta do município desde sexta-feira", comentou o prefeito. Dado o sinal verde para o início dos processos, o cronograma de trabalho da Prefeitura já foi definido. No dia 23 deste mês, será assinado contrato com a Caixa Econômica Federal e a abertura dos processos de licitação para as obras está programada para o dia 24.
Projeto
Entre as intervenções previstas dentro do projeto de urbanização dos córregos Bálsamo, Segredo e Taquaral, está a recuperação dos fundos de vale do Córrego Bálsamo, situado na região da saída para São Paulo, com construção de avenida, parque linear e 482 casas para famílias que residem em condições de risco na região.
Já a segunda etapa do complexo Segredo refere-se à continuação do prolongamento da Avenida Ernesto Geisel, a partir da rotatória das ruas Rio de Janeiro e Canaã (Conjunto Octávio Pécora), com a construção da avenida à margem direita do córrego, contornando o Parque Estadual Nascentes do Segredo até chegar à Avenida Cônsul Assaf Trad. Consta do mesmo projeto a construção de 249 casas.
A etapa de serviços no Taquaral Bosque, por sua vez, prevê a conclusão dos trabalhos de recuperação de cratera próxima ao anel viário, além de drenagem e pavimentação asfáltica de vias do bairro e construção de 69 casas para atender famílias habitando moradias irregulares.
No caso do projeto referente ao Complexo Anhanduí, Cabaça e Areias, será executado manejo de águas pluviais e recuperação da mata ciliar do Rio Anhanduí (que corta a Avenida Presidente Ernesto Geisel) e continuidade à primeira etapa de urbanização do Córrego Cabaça, que entre outras intervenções inclui a conclusão do parque linear.
Ao todo, conforme consta no projeto, são "192.000 metros quadrados de restauração de margens, 10.792 m de galerias pluviais, 3.000 metros quadrados de recuperação de áreas úmidas, 120.000 metros cúbicos de reservatório de amortecimento de cheias, 242.267 metros quadrados de urbanização de caráter complementar e 135.581 metros quadrados de pavimentação e manejo de águas pluviais".