Uma viagem de 18 horas à Islândia para conversar com Björk sobre seu projeto "Biophilia" é exaustiva, inspiradora e instigante.
Enquanto Björk recebe treinamento vocal, seu assistente James prepara chá de camomila e demonstra a versão completa de "Biophilia" em seu iPad.
Basta dizer que não é nada menos que assombroso. Como usuário, você navega por uma galáxia de estrelas. À medida que cada faixa e aplicativo de "Biophilia" for lançado, aparecerá como um brilho mais forte entre os pontos brilhantes menores.
Selecionando um deles, voa-se para dentro de um ponto reluzente que se converte em uma experiência de imersão plena, mais que um simples gatilho para tocar a música.
Descobrem-se coisas sobre elementos distintos da musicologia. É possível interagir com todas as faixas, explorando o funcionamento interno das canções, além de criar versões próprias delas.
Há uma maneira singular e contemporânea de orquestrar música, um ensaio da professora Nikki Dibben explicando a musicologia, fotos da "National Geographic", uma narração de sir David Attenborough...
As 10 milhões de viagens potenciais através de "Biophilia" são quase demais para entender e, quando Björk sai do chuveiro, usando uma linda bata com listras vermelhas e brancas, é difícil fazer qualquer coisa exceto exclamar com entusiasmo arrebatado "uau", "incrível" e "há tanta coisa para descobrir".
Diferentemente de tantos dos novos formatos que nos vêm sendo prometidos nos anos passados desde que a música começou a afundar, "Biophilia" realmente parece radical e futurista.
Ainda mais instigante é o fato de Björk não estar inovando apenas na música mas também no mundo dos aplicativos. Parece certo que, diferentemente de muitos aplicativos que são descarregados, "Biophilia" não será usado apenas uma vez.
Está claro que a cabeça de Björk ainda está totalmente ocupada com "Biophilia". Ela explica o trabalho em uma narrativa que vai aqui, ali e em todas as direções, com falácias lógicas e digressões.