Depois de mais de 10 dias em greve, chega ao fim o movimento que paralisou o canteiro de obras da maior fábrica de celulose do mundo. A reunião aconteceu na sede do Tribunal Regional do Trabalho, em Campo Grande e foi presidida pelo Desembargador Federal do Trabalho, Francisco das Chagas Lima Filho. A Procuradora- chefe do 2ª Região do Ministério Público do Trabalho, Rosimara Delmora Caldeira, também acompanhou a reunião que homologou o acordo celebrado entre os sindicatos da categoria e os representantes das empreiteiras.
A reunião que durou cerca de 4 horas, contou com a participação de uma comissão compostos de 15 de trabalhadores, sindicatos da categoria, Força Sindical e dos representantes das empreiteiras.
Segundo informou Nilson Cavalcante, representante da Força Sindical, acordo pactuado pode ser considerado uma vitória dos trabalhadores. Cavalcante disse que “a paralisação teve inicio sem a presença do sindicato, sem a publicação de nenhum edital e isso é uma irregularidade. A Justiça poderia considerar o movimento ilegal. Mas, conseguimos assumir o comando da paralisação e regularizar o movimento e discutir na justiça as reivindicações dos trabalhadores. A Justiça reconheceu a legalidade do movimento”, reiterou o sindicalista.