Mães, pais, jovens tatuados, carecas, cabeludos, bebês, jovens do sertanejo e do rock, grávidas e idosos. Todas as “tribos” marcharam por uma única crença na tarde do aniversário de Campo Grande. Desde às 15h, trios elétricos com bandas ao vivo e famílias inteiras se preparavam como maratonistas para irem da Praça Ary Coelho até a Prefeitura na Marcha para Jesus, que teve sua 13ª edição.
Em torno de 100 igrejas evangélicas participaram em conjunto e levavam faixas pedindo trânsito seguro e uma juventude sem drogas. Marchando num mesmo ritmo, famílias de mãos dadas. “Vamos continuar marchando para Jesus, até depois que acabar a Marcha”, afirma sem dúvidas Guilherme dos Santos, de 8 anos, que marchava com os pais, Ronaldo e Elizete.
As letras das músicas eram evangélicas, mas os ritmos lembravam verdadeira festa: jovens dançando em dupla um sertanejo típico do Mato Grosso do Sul e carregando nas mãos o inseparável tereré. “Estamos aqui pelo avivamento, pela transformação de tudo. Em casa sempre ouvimos músicas evangélicas, para lembrar sempre do porquê da Marcha, que é Jesus vivo em nós”, explica Crislaine Santos, 15 anos, que se emocionou durante uma música.
Solenidade
O prefeito Nelson Trad Filho fez uma oração ditada pelo pastor Ronaldo, da 1ª Igreja Batista de Campo Grande e presidente da Aliança Evangélica Brasileira (AEVB). Na oração ele entregou toda autoridade e controle da cidade para Jesus e, como em anos anteriores, entregou as chaves da prefeitura ao pastor como representação da oração.
A polícia militar estima a participação de 10 mil pessoas, mas os números divergem devido ao público estar “espalhado” pelo percurso da marcha, que foi pela Avenida Afonso Pena até a Prefeitura e segue para a Avenida Fernando Correa da Costa para apresentação das bandas Disco Praise e Filhos do Homem, além da dupla Zé Marco e Adriano.