A esteticista Lorraine Roryz Silva acusada de participação no assassinato de Regina Bueno França, 40 anos, e Cláudia de Araújo Mugnaíne, 34, encontradas degoladas no dia 1º de dezembro, no Jardim Tijuca, em Campo Grande, foi impronunciada (absolvida sumariamente) pelo juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos.
O magistrado também determinou que ela seja solta, enquanto os acusados Weber de Souza Barreto, o Ebinho, e os irmãos Eder Rampagni Castedo, o Corumbá, e Cristhian Rampagne Castedo serão julgados em outubro por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e com utilização de recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Num de seus depoimentos, Lorraine disse que seu nome e o das vítimas estavam envolvidos em fofoca sobre o fato de terem denunciado o paradeiro de Eder para polícia. Ele estava foragido e após a denúncia foi capturado. Em razão disso, Eder passou a ameaçar as três. Por telefone o acusado teria dito à esteticista: “você vai receber uma visitinha na sua casa ou na da sua mãe”. Em outro depoimento, a mulher negou qualquer participação no crime e disse que teve o nome mencionado no caso porque namorava Eder e era amiga de Cláudia e Regina.
“No tocante à co-acusada Lorraine Roryz Silva verifico que, embora em várias oportunidades seu nome aparece nos depoimentos constantes dos autos, não se pode aceitar como indícios suficientes de autoria / participação nos termos da lei processual penal que dê ensejo a fundamentar de forma segura uma pronúncia. Lorraine ficou envolvida num emaranhado de fatos, em princípio, comprometedores, aliás, difícil para ela se explicar de forma convincente, seja pelo relacionamento amoroso com Eder, seja pela mala de roupas apreendidas na sua casa, seja pelo fato de conhecer, inclusive, ter amizade com as vítimas, seja porque pertenciam à mesma ‘turma’ de amigos, seja porque ela tinha discutido com uma das vítimas. De forma que, a meu sentir, o que existe, na realidade, são deduções de que participou do crime em face de tais fatos”, justificou o juiz Aluízio.
Autores
Já os envolvidos Eder, Christian e Weber serão julgados em outubro pelo duplo assassinato. Eder é apontado como mandante do crime. O motivo seria vingança porque as vítimas o delataram para a polícia.
Por volta das 22h de 30 de novembro do ano passado, Christian e Weber abordaram Regina e Cláudia, quando elas chegavam na residência da última, na Rua Maurício Nassau, Bairro Jardim Tijuca. Elas foram levadas para quartos separadas da casa e amarradas com fios de energia elétrica.
Os autores colocaram pedaços de panos nas bocas das mulheres para evitar que elas gritassem. Os homens então degolaram as amigas com uma faca. Christian ainda roubou da casa monitor de computador, aparelho portátil de som e aparelho de DVD.