As obras de recapeamento da Avenida Afonso Pena começam em duas semanas e devem levar seis meses para serem concluídas. Em entrevista ao Correio do Estado, o governador André Puccinelli (PMDB) disse ontem que vai assinar a ordem de serviço para início ao trabalho no dia 17 de setembro, durante a inauguração da segunda etapa da Via Morena.
A restauração do asfalto será feita em toda a extensão da via, totalizando 7,5 quilômetros, da Avenida Moacir do Carmo, mais conhecida como Avenida do Poeta, no Parque dos Poderes, até a Rua Joaquim Dornelas, no Bairro Amambaí. O investimento é de R$ 7 milhões em recursos do governo do Estado.
O recapeamento será feito quadra a quadra, começando pelo trecho entre as ruas Joaquim Dornelas e Avenida Ernesto Geisel. Em seguida, operários trabalharão na pavimentação do trecho que começa na Avenida do Poeta. Por último, será feito o centro da cidade. "Nossa intenção é causar o menor transtorno. Vamos levar seis meses, porque tem de ser um trabalho bem feito".
O governador disse, ainda, que em alguns trechos será necessário fazer a fresagem (raspagem) do asfalto, nivelamento do pavimento, para depois aplicar o Concreto Betuminoso Usinado Quente, o CBQU (capa asfáltica). "Em outras partes é só aplicar o CBQU. Aqui perto do parque não precisa de fresagem e reconformação, por exemplo".
Histórico
A Prefeitura de Campo Grande anunciou que faria a "troca" da pavimentação da Afonso Pena e da Avenida Mato Grosso em dezembro de 2009. A promessa era que o trabalho fosse feito em 2010. O prefeito Nelsinho Trad Filho (PMDB) tentou, em vão, buscar recursos da União para executar a obra.
No ano passado, Nelsinho passou a pleitear verba do Governo do Estado, mas só este ano o governador anunciou que faria o investimento na Capital. A licitação foi aberta no dia 1º de agosto deste ano e o resultado saiu no início deste mês. A construtora Equipe Engenharia venceu a licitação.
O Governo do Estado também comprometeu-se a custear a recuperação do asfalto da Avenida Mato Grosso, mas ainda não há previsão de lançamento da concorrência pública. "Se tivermos grana (recursos) faremos a Mato Grosso e outras, mas essa conversa vai ficar para depois", resumiu Puccinelli.
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