Manifestantes bolivianos fecharam a fronteira entre Puerto Quijarro (Bolívia) e Corumbá (Brasil) nas primeiras horas da madrugada de hoje, 14 de setembro. O movimento, também bloqueia o tráfego na estação ferroviária de Puerto Quijarro, é chamado de "paro", sendo um desdobramento de ação similar que aconteceu no dia 17 de agosto quando os manifestantes solicitavam a negociação com o Governo daquele país a fim de extinguir multas e a redução da taxa de impostos alfandegários no processo de nacionalização de veículos sem documento.
Naquela ocasião, a fronteira permaneceu fechada por trinta e nove horas. Os bloqueios são articulados num movimento formado pelos comitês cívicos das cidades que integram a Chiquitania Boliviana. Segundo o presidente do Comitê Cívico de Puerto Quijarro, Guillermo Lino Mendez, o "paro" é por tempo indeterminado.
Os representantes dos movimentos sociais também reclamam da forma como o processo de nacionalização, sobretudo a atuação da Diprove, está tratando casos de supostos veículos roubados em outros países. De acordo com o presidente do Comitê Cívico da Fronteira (Arroyo Concepción), Jayme Algarañas, é incoerente a apreensão de um veículo que já foi emplacado e recebeu documentação de órgãos locais de fiscalização.