O presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, reconheceu ontem (14) a paralisação média de um terço dos funcionários da empresa em todo país, e disse que uma proposta de reajuste salarial será feita só após que a greve se encerrar. “Enquanto a greve existir, não haverá negociação”, afirmou. Ele ainda informou que os Correios recorrerão à Justiça para interromper a greve
Diante do fato, o secretário geral do sindicato dos servidores dos Correios do Mato Grosso do Sul, Alexandre Takachi de Sá, afirmou que eles estão em negociação de acordo coletivo desde o dia 3 de agosto deste ano e esperam por uma proposta decisiva. “Estamos negociando a dois meses e agora queremos uma proposta para terminar a greve”, explica.
Referente ao novos concursados que iniciaram serviço ainda este ano no Estado, Alexandre alega que o número de pessoas não será suficiente. “Este concurso só saiu porque nós pressionamos. Este número de contratação será insuficiente, porque atualmente nós estamos trabalhando por dois, três funcionários”.
Segundo o secretário, a proposta dos servidores é de reajuste compatível com a inflação no período e aumento de R$ 400 incorporado no salário real de todos os funcionários, independente da faixa salarial de cada um. O salário inicial de um funcionário do correio, atualmente, é de R$ 807,29.
Greve
Os funcionários dos Correios de 24 estados entraram em greve por tempo indeterminado às 0h desta quarta-feira , segundo o diretor da Federação dos Trabalhadores dos Correios, José Gonçalves de Almeida.
Segundo Almeida, os trabalhadores reivindicam aumento salarial de R$ 400, reajuste no vale-refeição, contratação de 21 mil trabalhadores em todo o país e pagamento de perdas salariais, dentre outras propostas.