Cidades

ALCOOLISMO E DROGA

Drama dos índios obriga à formação de Força Tarefa

Drama dos índios obriga à formação de Força Tarefa

Redação

25/09/2011 - 13h00
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Alcoolismo, drogas nas aldeias, situação essa agravada por disputas internas de lideranças. Essa é a realidade das comunidades indígenas, não só no município de Amambai (MS), mas em toda região Cone Sul de Mato Grosso do Sul.

Amambai conta com três aldeias e aproximadamente 10 mil índios da etnia guarani-kaiowá, o que representa quase um terço de toda a população do município, que é de 34,7 mil habitantes, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Assistidos precariamente pela Fundação Nacional do Índio (Funai), devido á falta de estrutura material e humana do órgão federal, os índios sobrevivem em situação extrema.

Sem um acompanhamento adequado, os indígenas, principalmente os menos esclarecidos, que são a maioria, vivem a mercê de golpistas e comerciantes inescrupulosos que exploram os indígenas com empréstimos consignados em folha e retenção de documentos para garantir que o indígena gaste seu dinheiro somente em seus estabelecimentos.

Por falta de assistência, muitos índios acabam abandonando as aldeias para residir em condições subumanas nas periferias das cidades ou deixam as reservas indígenas.

Força Tarefa

Diante disso, uma “Força Tarefa”, coordenada pelo Ministério Público Estadual (MPE) da Comarca, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) de Ponta Porã, vai levantar os problemas e buscar soluções para as precárias condições da população indígena, em Amambai.

De acordo com o promotor de Justiça, titular da 2ª Promotoria da Comarca de Amambai, Ricardo Rotunno - que juntamente com o procurador da República,Tiago dos Santos Luz, do Ministério Público Federal de Ponta Porã, tomou a frente da iniciativa -, em primeiro momento a meta da Força Tarefa será realizar, em um prazo de 45 dias, um diagnóstico de toda a situação envolvendo a população indígena no município.

Esse trabalho vai abranger a situação dos índios residentes nas aldeias como em relação ao grande número de desaldeiados, que residem em situação subumana nas periferias da cidade.

A partir deste diagnóstico, serão adotadas medidas e ações efetivas para solucionar problemas e garantir melhores condições de vida para os povos indígenas do município.

Segundo Ricardo Rotunno, as ações da Força Tarefa, que futuramente será estendida também para a Aldeia Taquapery, em Coronel Sapucaia, conta com diversos segmentos dos três poderes constituídos, Executivo, Legislativo e Judiciário, e principalmente com lideranças das próprias comunidades indígenas.

De acordo com o Ministério Público Estadual a participação das lideranças indígenas é fundamental para buscar soluções e ações para beneficiar suas próprias comunidades.

A Força Tarefa

Uma reunião promovida pelo MPE e o MPF na última quarta-feira (21), na sede do Ministério Público Estadual em Amambai,  definiu a formação da Força Tarefa que vai tratar da questão.

Segundo o Ministério Público Estadual, além do MPE e do MPF, participaram da reunião o Poder Executivo Municipal de Amambai, representando pelo prefeito Dirceu Lanzarini, o Poder Legislativo Municipal, representado pelo presidente da Câmara, vereador Osvaldo Machado Franco, o “Coconho”, lideranças das aldeias indígenas de Amambai, a Funai (Fundação Nacional do Índio), a SESAI (Secretaria Especial da Saúde Indígena), a Justiça do Trabalho e o Poder Judiciário da Comarca de Amambai, representado no ato pelo juiz, Thiago Nagasawa Tanaka, titular da 2ª Vara, entre outras representações.

Na próxima quinta-feira (29), uma nova reunião com a participação dos representantes dos segmentos envolvidos na Força Tarefa, voltam a se reunir a partir das 8h, na sede do Ministério Público Estadual, em Amambai, para começar efetivamente os trabalhos.

Segundo Ricardo Rotunno, serão apurados os dados que cada segmento já tem, ao atuar junto às comunidades indígenas, para a elaboração de um diagnóstico conjunto da situação para dar início às ações

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