O PAC das cidades históricas, projeto do governo federal, investe em cidades que tenham sítios históricos tombados em nível federal. Duas obras terão inicio ainda esse ano e a licitação pública irá acontecer nos dias 17 e 18 de outubro as 9h, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN, em Campo Grande-MS, orgão que apresentou o edital das intervenções, em parceria com o governo estadual e as prefeituras de Corumbá e Campo Grande.
Os projetos aprovados são do Embutimento e Canalização da Fiação no Casario do Porto, com mais de 5 milhões de reais em investimentos. E a recuperação da Escadinha da 15, área de encosta e formação rochosa muito frágil, restaurada por medida de segurança e preservação do bem público, um dos principais pontos turísticos da cidade.
Segundo André Luiz Rachid, chefe da divisão técnica do IPHAN do Mato Grosso do Sul as medidas do projeto de governo incluem diversas ações, de curto, longo e médio prazo. São elas: ações de tombamento, capacitação, gestão, construção e diretrizes de gestão, que contam com o apoio de ministérios, órgãos federais, estaduais e municipais que defenderem interesses do projeto.
O objetivo do Governo Federal é que até 2013 todos os editais sejam apresentados por todas as cidades aptas em território nacional, e que a média de entrega das obras seja também nesse período.
A verba do programa disponibilizada ate esta data é de R$ 50 milhões em cada cidade signatária, que incluiu a reforma da estação ferroviária na Capital, que deverá ser entregue até dezembro deste ano.
Inclusão sócio-cultural
Essas medidas são de grande valia pois promovem a difusão do Patrimônio Cultural nacional visando o fomento econômico da região que situa o objeto de investimento, que aqui no estado, atingiu investimentos na casa dos milhões nos últimos dois anos, uma grande mudança comparada à anos anteriores.
A superintendente do IPHAN do Mato Grosso do Sul, Maria Margareth Escobar, ressaltou que os investimentos do governo através do PAC das Cidades Históricas, ajudam no resgate da identidade cultural da população do estado do Mato Grosso do Sul, que devido às diversas influências provenientes de outros estados, e a perda de interesse na história fez com que a população diluísse o contato com o histórico cultural, e efeito de manifestações artísticas tradicionais.
“O programa possibilita a inserção do patrimônio cultural como forma de inclusão social, ou seja uma atividade econômica diversificada, junto as comunidades locais”, complementa.