A professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38 anos, que foi baleada por um aluno de 10 anos na Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, no bairro Mauá, em São Caetano do Sul (SP), continua internada em observação no instituto central do Hospital das Clínicas, em São Paulo. De acordo com as últimas informações publicadas pela assessoria do hospital na manhã desta segunda-feira, o estado de saúde de Rosileide é estável.
A professora continua consciente, mas não existe nenhuma previsão de alta. Na sexta-feira, ela passou por uma cirurgia para retirar a bala que atingiu a região do quadril.
Além do ferimento provocado pela arma de fogo, a docente teve a perna esquerda imobilizada por causa de uma fratura na patela esquerda (rótula), no joelho. Até sexta-feira, a professora ainda não sabia quem teria disparado a arma nem o que teria acontecido com o garoto, que se matou logo em seguida.
Entenda o caso
O crime aconteceu na Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, no bairro Mauá, por volta das 15h50. O aluno, do 4º, disparou contra a professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38 anos, dentro da sala de aula, que era ocupada por 25 alunos. Em seguida, segundo testemunhas, o aluno se retirou da sala de aula e disparou contra a própria cabeça. O garoto chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
A diretora da escola, Marcia Gallo, afirmou que não há registro de nenhum atrito entre a professora e o jovem. A coordenadora pedagógica da escola, Bernardete Cunha, disse que o serviço de orientação nunca recebeu a visita do menino.
A polícia vai investigar agora se o pai do menino foi omisso, já que a arma do crime pertencia a ele. De acordo como o guarda, o revólver estava guardado na parte de cima de um armário. Ainda assim, ele pode ser beneficiado com o perdão judicial, dado a quem já teve um sofrimento maior do que qualquer tipo de pena aplicável pelo sistema judicial, segundo a delegada responsável pelo caso, Lucy Mastellini Fernandes.