Os vereadores da cidade boliviana de Puerto Quijarro, que faz fronteira com Corumbá (MS) no lado brasileiro, decidiram esperar cinco dias para decidir o futuro do prefeito Ybar Antelo Dorado, que é procurado pela polícia da Bolívia e do Brasil.
O paradeiro de Dorado é desconhecido desde quarta-feira, 12 de outubro, quando foi realizada uma ação da FELCN em conjunto com o Ministério Público da Bolívia, já que o prefeito é acusado de enriquecimento ilícito por associação ao tráfico de drogas.
Existe um mandado de prisão preventiva contra Ivar, expedido no dia 04 de maio deste ano pela juíza federal substituta da comarca de Ponta Porã (MS), Lidiane Maria Oliva Cardoso. O documento foi expedido depois que a esposa e o sogro de Dorado foram presos, em abril, com 53 quilos de drogas e 250 mil dólares pela Polícia Federal do Brasil.
O prefeito não comparece a sua sala de despachos na Prefeitura desde terça-feira, 11 de outubro. No seu escritório que foi invadido por agentes antidrogas ninguém quis falar sobre o assunto.
O presidente da Câmara Municipal de Puerto Quijarro, Wilman Suárez Gil, afirmou desconhecer a real situação do prefeito. "Não sabemos se vão responsabilizá-lo ou somente o estão investigando. Fomos surpreendidos pela invasão da Prefeitura, mas oficialmente desconheço o porquê, entretanto ouvi dizer que foi por supostos ganhos ilícitos e narcotráfico".
O vereador confirmou que, na sessão de quarta-feira, os parlamentares decidiram esperar cinco dias para terem notícias sobre o prefeito e assim definirem o futuro dele.
O chefe nacional do partido Movimiento Sin Medo (MSM), Juan del Granado, o mesmo do prefeito foragido, disse que espera que a ação não se trate de algo com caráter político e pediu a Dorado que se submeta a qualquer tipo de investigação. (Com informações dos jornais El Deber e Los Tiempos).