Atendendo a pedido do prefeito Nelsinho Trad (PMDB) vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande vão apresentar um novo projeto de lei para regular a instalação de máquinas para distribuição de camisinhas em escolas e outros prédios públicos da cidade. De acordo com um dos autores da proposta, o vereador Paulo Siufi (PMDB), a nova redação não irá proibir a instalação dos equipamentos em colégios e prédios públicos, mas o acesso aos preservativos só será permitido a quem tiver no 16 anos. "Já sabíamos do veto. Eu já havia conversado pessoalmente sobre isso com o prefeito. Num acordo entre Executivo e Legislativo, decidimos fazer um novo projeto", disse Siufi.
Na proposta que foi vetada ontem pelo Prefeito Nelsinho Trad, conforme publicação no Diário Oficial, a Câmara proíbe a distribuição de camisinhas para alunos do ensino fundamental, ou seja, menores de 14 anos e também em qualquer outro órgão público. "Um adolescente de 14 anos pode até saber praticar o ato sexual, mas não tem maturidade suficiente para isso. Um jovem de 14 anos não sabe discernir o que é certo ou errado com responsabilidade. Agora, 16 anos, acredito que seja uma idade suficiente para que o jovem recebe a camisinha", salientou o vereador.
Outra reivindicação do prefeito foi de que a instalação das máquinas de distribuição de camisinha não seja proibida em órgãos públicos, como constava na proposta anterior. Siufi ressaltou, no entanto, que defende a colocação da máquina de camisinha apenas nas Unidade de Saúde. "Se não houver um plano de palestras e orientação para os estudantes que receberão o preservativo, de nada adiantará apenas disponibilizar a camisinha. Isso seria um desserviço. Hoje, ao meu ver, a Unidade de Saúde é o local mais adequado para essa distribuição", ressaltou Paulo Siufi.
Pesquisa
Antes de decidir derrubar o projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal em meados do mês passado, o prefeito Nelsinho Trad encomendou uma pesquisa para saber a opinião dos campo-grandenses sobre o tema. O resultado saiu no final de setembro. Das 600 pessoas entrevistadas, 57,66% são favoráveis à instalação dos equipamentos na unidades de ensino, enquanto 42,33% rejeitaram a medida.