O fluxo de pessoas e carros é grande. No cemitério Santo Antônio, em Campo Grande, é difícil contar quantas pessoas entram e saem ao mesmo tempo. Algumas angustiadas, outras até aliviadas, já encarando a perda com naturalidade e aceitação. Em meio aos sentimentos, flores e odores de velas acesas, uma canção, um jingle publicitário.
Alguns ambulantes aproveitam o Dia dos Finados para obter uma renda extra e colocam até as crianças para ajudar. Os mais criativos cantam na hora de oferecer desde limpador de pára-brisa até polimento de faróis. Respeitando os sentimentos de quem visita alguém querido que se foi, não há muito alarde, o comércio acontece intensamente, mas de forma organizada.
Policiais militares de trânsito observam o local e dizem que o fluxo aumentou bastante entre às 9h e 10h, mas afirmam não terem tido problemas de acidentes e confusão. Na rua ao lado do cemitério, 14 de Julho, pai e filho competem para ver quem consegue direcionar mais carros para um estacionamento adequado. Enquanto isso uma criança pede que a mãe compre a flor vermelha, porque “a vó gostava tanto de vermelho”.