A Operação Alvorada Voraz, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e PRF (Polícia Rodoviária Federal), com apoio do Comando da PM, detectou que 7 policiais militares estavam envolvidos no esquema de contrabando de cigarros. Eles recebiam propina em espécie, no valor de R$ 3 a 6 mil por carga de contrabando. Além disso, foi descoberto que a quadrilha contava ainda com apoio de Aparecido Costa, 29 anos,vulgo "Cido Bala" agente tributário que recebia R$ 6 mil por carreta liberada.
A operação que teve início hoje às 5h foi deflagada além de Campo Grande, em outros seis município e terminou com prisão do chefe do bando Carlos Grejiann, conhecido como Polaco, os seus dois filhos, e o cunhado em Eldorado, além de outras prisões no interior em várias cidades.
Prisões
Dos 7 policiais envolvidos, quatro foram presos, dois estão sendo investigados, mas sem mandado de prisão e um está foragido.
De acordo com a promotora do Gaeco Jiskia Tretin, a operação começou em outubro de 2010. O trabalho é o desdobramento de operações anteriores quando algums PMs e civis foram presos. Ela destaca que em um ano de Operação foram 30 carretas apreendidas, 750 pacotes de cigarros, 55 veículos e 30 pessoas envolvidas. Neste período foram expedidos 17 mandados de prisão temporária, e 28 de busca e apreensão.
Os envolvidos serão indiciados por quadrilha, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro e contrabando. A operação teria dado um "prejuízo" para a quadrilha de R$ 15 milhões.
Rota
As carretas passavam por rodovias estaduais, entrando por Bela Vista, passando por Jardim, Nioaque e Campo Grande. Então adentravam as rodovias federais, principalmente as BRs 163 e 262 com destino a Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Paraná.