Motociclistas e ciclistas se arriscam em travessias irregualres em ruas que estão interditadas. Segundo a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), é muito comum que motoristas de moto e mesmo de carros tentem burlar as interdições para agilizar o acesso, no entanto, colocam em risco a própria vida. Mas o risco também mexe no bolso, e o motorista que for pego desrepeitando as áreas de interdição perde sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) - infração gravíssima - e ainda paga multa de R$ 574.
A nova avenida de Campo Grande que ainda nem foi inaugurada, a Marginal Lagoa - que começa na Duque de Caxias e segue até o anel viário na saída para Sidrolândia - é um desses locais em que é comum verificar o trânsito irregular em meio a área de interdição.
O Correio do Estado flagrou diversos motociclistas que ao invés de seguirem pela Duque de Caxias, aproveitavam o trecho ainda em obras para acessar os bairros da região sudoeste de Campo Grande. O trecho está sinalizado com placas de aviso e manilhas para impedir a passagem, mas isso não é suficiente para os motoristas mais "atrevidos".
No entanto, o chefe de fiscalização da Agetran, Carlos Guarini, explica que como a Marginal Lagoa ainda não foi inaugurada nem liberada para o tráfego, "não há como fiscalizar o local nem multar os motoristas". Ele afirma que a avenida ainda não faz parte do mapa oficial da cidade e por isso a agência não tem o poder de fiscalizar a região. "Nosso trabalho começa somente quando a pista passa a fazer parte do mapa de trânsito, do contrário, a única opção é contar com o bom senso dos motoristas".
Segundo Guarini, os locais interditados estão em obras, possuem máquinas trabalhando e ainda contam com desníveis e buracos que colocam em risco a segurança dos motoristas. "É por isso que há as interdições, porque a passagem por esses trechos oferece riscos".
Porém, Guarini garante que condutores que forem flagrados desrespeitando interdições em vias já inauguradas não vão escapara de serem multados. "Na própria Afonso Pena, para essas obras de recapeamento, cansamos de ver motociclistas tentando cortar o caminho. É multa na certa".
Nessses casos, o maior risco é devido os trabalhadores dessas obras não perceberem a presença de um veículo. "Os trabalhadores estão fazendo as obras, não ficam preocupados se algum motorista vai acessar o trecho exatamente porque está interditado, e é aí que podem ocorrer os acidentes", avalia.
Guarini destaca que a tentaiva de travessia irregular em vias interditadas é "muito comum" e que não são apenas os motociclistas que costumam burlar as proibições. "Condutores de carro também. Ao invés de fazer o trajeto alternativo, eles insistem em passar por onde está uma obra, colocando em risco sua vida, o veículo e os próprios trabalhadores".
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