A candidatura do atual governador André Puccinelli (PMDB) à Prefeitura de Campo Grande, em 2016, está condicionada à eventual derrota do candidato do partido na sucessão do prefeito Nelsinho Trad (PMDB), em 2012. O governador já admitiu a hipótese depois de avaliar as dificuldades das eleições na Capital. A previsão é de disputa equilibrada. O nome do PMDB convocado para concorrer as eleições é do deputado federal Edson Giroto.
"Eu gosto e tenho verdadeira paixão por Campo Grande", afirmou André. Administrar a cidade, na sua avaliação, nunca pode ser descartada. Agora, se Giroto ganhar as eleições, André prefere ficar no Senado, no caso de vencer disputa em 2014, ou vai se dedicar aos netos.
O plano estratégico do PMDB para retomar a Prefeitura de Campo Grande com eventual derrota em 2012 já foi colocado em discussão por grupo reservado do comando político do partido.
O futuro de André em 2014, também, passa pela sucessão na Capital. A derrota do candidato do PMDB pode levar o governador a renunciar ao mandato em abril de 2014 para concorrer ao Senado. "Não é minha intenção de disputar o Senado", afirmou. Mas o comando do PMDB não vê o governador fora da política a partir de 2014. A ideia dele, no entanto, é concluir o mandato para cuidar os netos. Não deve ser assim. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos (PMDB), acha que o PMDB vai precisar do governador na disputa para o Senado. "Do jeito que as coisas andam, vou acabar indo para disputa ao Senado", previu André.
Mas ele não admite que a sua candidatura ao Senado pode estar ligada a eventual derrota do seu candidato Edson Giroto na briga eleitoral pela Prefeitura de Campo Grande. Ele reconhece, no entanto, que a disputa pela sucessão de Nelsinho será muito difícil para o PMDB.
André não afastou a hipótese de contar com a vice-governadora Simone Tebet (PMDB) na primeira suplência de senador. A composição seria atalho para Simone assumir o Senado no caso de vitória de André em 2016 para a Prefeitura de Campo Grande. "Eu que vou escolher o meu suplente, porque vou dar missão para ele ou para ela", concluiu o governador.
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