O PDT de Mato Grosso do Sul apoia a permanência de Carlos Lupi (RJ) no comando do Ministério do Trabalho e espera que as denúncias contra o ministro não atrapalhem o desempenho do partido nas eleições de 2012. "Até agora, nenhum acusação foi comprovada", disse o presidente regional do PDT, Dagoberto Nogueira. "Se ele deixar o cargo será crucificado, pois longe do ministério não terá como se defender", emendou.
Desde o início do mês, Lupi é alvo de denúncias de corrupção envolvendo convênios do ministério com organizações não governamentais (ONGs). Segundo reportagem da Revista Veja, assessores da pasta teriam cobrado propina de 5% a 15% das fundações para capacitar trabalhadores. A situação dele piorou depois de vir à tona mentira sobre uso, em 2009, de avião providenciado por Adair Meira, dono de ONGs com convênios com a pasta. Ele negou o uso do transporte, mas um site do Maranhão divulgou imagens que contrariaram sua versão.
"No caso do avião, o ministro só fez besteira. Agora, em relação as outras denúncias não há nada de concreto", reforçou Dagoberto. Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff apoia a permanência de Lupi no cargo. "A presidente entendeu que não tem nada que comprove as acusações", afirmou. "Até a Procuradoria Geral da República se negou a investigar o caso porque não tem denúncia concreta", prosseguiu Dagoberto.
Para o dirigente do PDT, a onda de denuncismo contra o ministro envolve interesses escusos. "O Lupi descentralizou o ministério, instalou o ponto eletrônico e defende 40 horas semanais de trabalho e isso envolve muitos interesses", comentou. "A própria presidente acha que é armação mesmo", acrescentou.
Dagoberto esteve na semana passada em Brasília para participar de reunião da cúpula do PDT. Na ocasião, ele defendeu a permanência do ministro no cargo. "Depois da reunião, conversamos com a Dilma e ela entendeu que ele (Lupi) deve ficar", reforçou.
Indagado se a saída do ministro do cargo poderia prejudicar a liberação de convênios firmados entre o ministério e o Governo do Estado, Dagoberto fez questão de tranquilizar os beneficiados pelo projeto. "Tudo será mantido. Até mesmo porque todos os convênios já foram assinados", explicou.
Eleições
Sobre os reflexos do escândalo de corrupção no Ministério do Trabalho, comandado pelo PDT, nas eleições municipais, Dagoberto afastou prejuízos. "Não vai atrapalhar o desempenho. Tenho absoluta certeza que até lá o ministro vai provar sua inocência", disse.
Leia mais no jornal Correio do Estado