A Federação do Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems) inciou ontem rodada de negociações com o Governo do Estado para definir o reajuste salarial do próximo ano. Segundo o presidente da Fetems, Roberto Magno Botareli, a categoria revindica, até 2014, o piso nacional para professores da educação básicia de R$ 1.187 por 20 horas de trabalho semanais.
"Queremos que o piso nacional seja pago por 20 horas, e não por 40 horas. O governo ficou de fazer um estudo e nos apresentar uma proposta de política salarial até o final de março", disse.
Nova reunião de representantes da Fetems e do Governo do Estado está agendada para segunda-feira (5). Na ocasição, o governo deve propor um índice de reajuste salarial. Roberto informou que se a proposta for fechada até lá, os professores e profissionais da educação devem se reunir em assembleia na próxima quinta ou sexta-feira. "O governador afirmou que (o aumento salarial) não será inferior à inflação", disse Roberto.
O piso pago hoje aos professores da Rede Estadual em Mato Grosso do Sul é R$ 1.325 por 40 horas, sem contar gratificações e regência de classe. O reajuste, a ser definido na próxima semana, deve valer a partir de 1º de janeiro.
Mato Grosso do Sul está entre os cinco estados que contestaram a lei do piso no Supremo Tribunal Federal, assim como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Ceará. Mas em abril deste ano, o STF decidiu manter a lei que criou o piso nacional, promulgada em 2008.
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