A partir de 2012, o cardápio da merenda escolar da rede municipal de ensino de Campo Grande passará a contar com alimentos feitos à base de derivados de soja. O objetivo da prefeitura da Capital é oferecer alimentação mais saudável que garanta uma melhor nutrição das crianças além de evitar complicações de saúde como diabetes, hipertensão e alergias. Ontem à tarde, 211 alunos da Escola Municipal Irmã Irma Zorzi, localizada próximo ao Terminal Júlio de Castilhos, fizeram a degustação dos chamados “alimentos funcionais”. “Em nossa avaliação preliminar, a aceitação foi boa. Em várias salas de aula os alunos pediram para repetir, principalmente o bolo de soja que fizemos”, disse Maria do Socorro Oliveira, técnica da Superintendência de Abastecimento de Alimentos (Suali). Na segunda-feira (5), será divulgado relatório com o resultado da experiência.
Segundo o médico paulista Luís Fernando Vieira – que esteve ontem em Campo Grande para acompanhar o processo de implantação na merenda escolar da rede municipal – todo alimento possui propriedades nutricionais, mas nem todos proporcionam benefícios à saúde. “A grande diferença entre os alimentos comuns e os chamados funcionais é a possibilidade que esse segundo grupo oferece para a prevenção e tratamento de algumas doenças”, disse.
Luís Fernando, que é cardiologista, pesquisa o assunto há mais de dez anos “Grande parte do que se consome hoje é rico em carboidrato, mas não em proteína, o que causa a obesidade ou mesmo a desnutrição”, acrescenta. Ele desta também que os alimetos funcionais “são o futuro, já que a cada dia aumenta a necessidade de se evitar e prevenir doenças”.
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