No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, 3 de dezembro, deficientes de Campo Grande ressaltam as dificuldades que enfrentam ao transitar pela Capital. Para os cadeirantes, as calçadas em situação precária e que contrariam às regras de acessibilidade continuam sendo o maior problema. Para os deficientes visuais não só os passeios em mau estado de conservação causam transtornos, mas também a falta das pistas táteis, que aos poucos começam a aparecer na frente das residências e do comércio da cidade, preocupam quando se fala em locomoção.
A verdade, acreditam os entrevistados do Correio do Estado, é que falta muito para que Campo Grande chegue perto do ideal no que diz respeito ao que preconiza a Lei 9.503, conhecida como Lei da Acessibilidade, criada em 1997 e em vigor desde 2005. O aposentado Roberto Benites, 51 anos, é cadeirante desde 1981, quando sofreu um acidentes, e há dez anos vive em Campo Grande. Para ele, o centro da cidade é onde existem mais obstáculos para os deficientes físicos. “Primeiro que as calçadas não têm padrão e muitas estão esburacadas. Várias vezes eu tive que andar pela rua. Mas, o pior é a questão das rampas”.
Roberto destaca que em muitas esquinas, como as do cruzamento da Avenida Calógeras com a Rua Dom Aquino, não existem rampas. “Eu consigo descer os degraus, porque sou forte nos braços, mas e quem não consegue? E quando tem rampa o que mais acontece aqui no centro é de carros e motos pararem bem na frente dela. É muita falta de respeito”.
Poucos minutos depois da entrevista com Roberto Benites, a reportagem flagrou Polícia Militar notificando um veículo estacionado em frente a rampa de acesso para deficientes no cruzamento das ruas Marechal Cândido Mariano Rondon e 13 de Maio. A infração é considerada grave e cabe multa de R$ 127.
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