A diretora de administração e finanças do Detran, Maria das Graças Freitas, afirma que o valor repassado para a Perkons é "justificável", por que os radares e lombadas, além de serem usados na fiscalização, também são considerados instrumentos educativos. "Segundo o artigo 320 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), tudo que é arrecadado em multas deve ser revertido, entre outras ações, para fiscalização e educação de trânsito e como os equipamentos eletrônicos assumem essas duas funções, acabam recebendo grande parte dos recursos", disse. Ela diz ainda que, como os equipamentos são alugados, isso também consome uma parte do que é arrecadado.
O artigo do CTB citado por Maria das Graças determina que "a receita arrecadada com a cobrança das multas de trânsito será aplicada, exclusivamente, em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito".
Capital e interior
Em Mato Grosso do Sul o Detran mantém radares e lombadas em 11 municípios, em vias urbanas e em trechos de estrada. A diretora não soube informar a quantidade de equipamentos instalados em cada uma das cidades. Neste ano, nenhum radar ou lombada novos foram instalados.
Somam-se a esses equipamentos as cinco viaturas móveis, conhecidas como Via-PK, que percorrem as cidades sul-mato-grossenses conforme cronograma do órgão. Os municípios que contam com radares e lombadas são Campo Grande (apenas as localizadas no Parque dos Poderes e saída de Rochedo são de responsabilidade do Detran), Sidrolândia, Ponta Porã, Dourados, Rio Brilhante, Maracajú, Jardim, Bonito, Três Lagoas, Corumbá e Aquidauana.
Leia mais no jornal Correio do Estado