A primeira "Bolsa Verde" do País deve entrar em operação em abril de 2012, às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. A iniciativa visa desenvolver um mercado de ativos ambientais para promover a economia verde fluminense.
O primeiro passo para a operação do empreendimento resulta em um acordo de cooperação que será assinado neste terça entre a Secretaria do Estado do Meio Ambiente, a Fazenda municipal e a BVRio.
"A Bolsa é um ambiente de negociação, em que quem precisa de determinados ativos compra de quem tem", explica a subsecretária de Economia Verde, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Rio, Suzana Kahn. Entre os ativos, o carbono é o mais importante.
No caso do carbono, é estabelecido um teto de emissões de gases estufa para empresas. São, então emitidas licenças para emissões. A companhia que emite mais do que seu teto, compra de outra, que emitiu menos. "Nosso objetivo é estimular quem consegue reduzir emissões a custo menor", diz Suzana. A ideia é a de que, no futuro, sejam incorporados negócios com energia renovável e biomassa.