Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo do ex-goleiro do Flamengo Bruno, negou nesta quarta-feira envolvimento em um suposto plano para matar a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do Fórum de Contagem (MG); o delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa de Belo Horizonte (DHPP); o deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG); o advogado José Arteiro Cavalcante Lima, representante de Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio; e também o advogado Ércio Quaresma, ex-defensor de Bruno, atual advogado do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.
O objetivo teria sido denunciado por um detento que dividiu cela com Bola na Penitenciária Nelson Hungria, onde ele, Bruno e Macarrão aguardam julgamento pelo desaparecimento de Eliza.
A informação de que Quaresma também estaria entre os alvos foi revelada hoje pela Polícia Civil mineira. Na terça-feira, Bruno prestou depoimento na Divisão Especializada de Operações Especiais (Deoesp). "Assim como fez o Bruno ontem aqui nessa divisão, o Luiz Henrique negou saber ou ter qualquer envolvimento nesse suposto plano arquitetado para matar essas pessoas", disse o delegado Islande Batista, chefe do Deoesp.
Segundo o presidiário Jailson Alves de Oliveira, que teria ouvido de Bola sobre a trama, o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, seria a pessoa contatada por Bruno e pelo ex-policial para executar o plano. O delegado Batista disse que Nem, preso em uma penitenciária federal no Mato Grosso do Sul, "será ouvido por meio de carta precatória em breve".
"O Macarrão disse que não conhece o Nem da Rocinha e também não tem contatos com traficantes do Rio de Janeiro. Ele afirmou que ficou sabendo da conversa denunciada pelo detento na cadeia, mas nunca viu essa pessoa", completou o delegado.
De acordo com Batista, se ficar comprovado a denúncia feita pelo detento é falsa, Oliveira será indiciado pelo crime de denunciação caluniosa. "O ônus da prova cabe sempre a quem alega. Se ele não provar...", disse.
Na quinta-feira será a vez do ex-policial Bola prestar depoimento também no Deoesp.