Aukar relaciona a situação do comércio às medidas de contenção de crédito do Governo federal e à crise econômica mundial. "A preocupação do Governo com a evolução da inflação é legítima. No entanto, o remédio foi amargo demais", afirma. O "pacote da bondades", anunciado pelo Governo, em novembro e dezembro, como forma de reavivar o consumo só deve gerar o efeito esperado a partir do início do próximo ano. A expectativa, que tem sido comunicada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, é partilhada por Aukar. "Esperamos que isso ocorra", diz.
As vendas podem não ser efetivadas à altura esperada pelo comércio, mas não há quem reclame do fluxo de consumidores. "Estive conversando com o pessoal da Polícia Militar e a estimativa é que passem pelo centro de Campo Grande entre 200 mil e 250 mil pessoas nesta semana (de 19 a 24)", conta. Também nos shoppings, o fluxo é muito maior. No Norte Sul Plaza, por exemplo, a quantidade de veículos aumentou em 50%, de acordo com a gerente de marketing, Daniela Masson.
Otimismo
Mesmo com o quadro não muito animador, pintado pelo presidente da ACICG, os lojistas esperam ter um feliz Natal. As apostas se dirigem aos bolsos dos consumidores das classes C e D, menos preocupados com os humores do mercado financeiro.
Crise se torna, assim, apenas algo psicológico, como afirma o empresário Paulo Alexandre Kalil Yonamine, dono das lojas Farfalla e Legal Celulares. "As vendas estão aquecidas. Fizemos um balanço e até ontem (terça-feira), o crescimento já era de 10% sobre o ano passado. A crise, hoje, está mais na consciência, é mais psicológica", opina o empresário.
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