O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e o detento Jailson Alves de Oliveira mantiveram as versões dadas anteriormente à Justiça e à Polícia Civil durante a acareação feita na tarde desta quarta-feira na Divisão Especializada de Operações Especiais (Deoesp), em Belo Horizonte, acerca do caso envolvendo o sumiço da estudante Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno. Os dois ficaram frente a frente para que fossem esclarecidas dúvidas sobre um suposto plano denunciado por Jaílson que teria sido armado por Bola, Bruno e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, para matar cinco pessoas, entre elas a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do Fórum de Contagem (MG).
As outras supostas vítimas seriam o delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa de BH (DHPP); o deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG); o advogado José Arteiro Cavalcante Lima, representante de Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio; e também o advogado Ércio Quaresma, ex-defensor do atleta e atual advogado de Bola. De acordo com o delegado Islande Batista, durante as três horas de acareação, "foi o Bola sempre negando qualquer armação ou planejamento para matar as cinco pessoas, e o Jaílson falando que teria ouvido de Bola sim (o suposto plano), enquanto os dois (dividiam cela na penitenciária) Nelson Hungria".
Rodolfo de Oliveira, advogado de Jaílson, disse que o cliente "reafirmou o que havia dito anteriormente" e que "muita coisa que o Jaílson falou bate com a versão da polícia" - se referindo à suposta morte da Eliza. No interrogatório, o detento voltou a dizer que ouviu de Bola uma suposta confissão do ex-policial, que teria assumido o crime e sumido com o corpo da mulher. "Inclusive, se convocado, ele pode falar tudo de novo durante o júri (popular)", afirmou.