Responsável pela investigação do acidente de trânsito que resultou na morte de uma mulher grávida de sete meses e do bebê que ela gestava, na madrugada de 1° de janeiro, na Zona Sul de São Paulo, o delegado Airton Sante Amore, do 16º Distrito Policial, afirmou nesta sexta-feira (6) que pode ter havido falha nos procedimentos iniciais da apuração do acidente.
As primeiras equipes que chegaram ao local do acidente não colheram exames para identificar se Anderson Rodrigues, marido da vítima, teria ou não consumido bebida alcoolica. Ele dirigia o automóvel que se chocou com o carro de Carlos Alberto Aparecido Dias Fiore, autuado em flagrante por duplo homicídio doloso.
'Ficou uma falha de prova [ao não verificar a ingestão de álcool por parte de Landerson Rodrigues]. Mas não tinha outro jeito. Era 1h30 da madrugada e o delegado trabalhou com todos os elementos que ele tinha no momento”, disse Sante Amore.
Para ele, os elementos encontrados pela polícia, levaram os investigadores a formarem um quadro que, posteriormente, verificou-se contraditório.
“Acreditava-se que quem dirigia o carro era a vítima e não Rodrigues. Depois, com a quantidade de latas de cerveja que encontramos no carro de [Carlos Alberto Aparecido Dias] Fiore assustou. A cena foi muito chocante.”
Ele afirma que se soubesse que o marido da vítima estava na direção e que ultrapassou o sinal vermelho, a história poderia ser diferente. "Se soubessemos que Rodrigues estava ao volante, poderia ter mudado o rumo da história", afirmou.
Para concluir o inquérito, a polícia procura ouvir os agentes de saúde que antenderam Rodrigues, desde a ambulância até o Hospital São Paulo, para onde ele foi encaminhado. A ideia é colher depoimentos e tentar identificar se alguém notou sinais de ingestão de álcool em Rodrigues.