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Corumbá

Traficante oferece hospedagem a usuários de drogas

Traficante oferece hospedagem a usuários de drogas

Redação

12/01/2012 - 00h06
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A Polícia Civil fechou uma “boca de pó” no Bairro Borroski, centro de Corumbá, e descobriu uma nova estratégia dos traficantes para atraírem clientela. Pontos de venda de drogas estão oferecendo hospedagem temporária aos viciados. No caso da “boca” fechada pelos policiais, ela funcionava em uma residência, no beco da favela, e deixava o consumidor de cocaína ou maconha se esconder no local enquanto tivesse crédito, após trocar objetos furtados por ele como pagamento pela droga a ser usada.

No caso da hospedagem, os usuários tem a comodidade de permanecer no local, consumindo a droga de sua preferência, enquanto tiverem dinheiro ou crédito para pagamento. Com isso, os traficantes não precisam devolver troco para os viciados, já que há a garantia de que eles usarão todo o dinheiro ou a totalidade do valor de um objeto levado para pagamento do entorpecente.

Durante a operação na região do Bairro Borroski, os policiais também encontraram um livro que ensina sobre gerenciamento de pequenos negócios. “O mercado da droga está se especializando”, concluiu o delegado Gustavo Bueno, que chefiou a operação. Na “boca”, foi preso em flagrante, por tráfico e resistência à prisão, Márcio Soares Silva, 29 anos. Ele tentou fugir e entrou em luta corporal com os policiais.

O delegado informou que o fechamento do ponto de venda de drogas foi resultado do mapeamento dos registros de furtos em residências e veículos na área central da cidade, desde novembro do ano passado. Atualmente a delegacia de Corumbá conta com um setor de inteligência, que analisa todas os registros policiais, e no caso dos furtos foram feitos exames papiloscópicos nos locais de ocorrência.

Dupla é presa

Com a prisão no início da semana, pela Polícia Militar, de Valdonésio Ubirajara Pereira, 30, o “Bira”, com dois mandados, a Polícia Civil esclareceu um dos furtos (uma balança da agência dos Correios) e deteve seu comparsa Josivaldo Souza da Silva, 30. “Bira”, que usa quatro nomes falsos, confessou que é autor de pelo menos 45 furtos nos últimos meses e vendia os produtos na “boca” do Borroski.

Na “boca”, além de 1,5 quilo de maconha e cerca de 80 gramas de pasta base de cocaína em pedras, a polícia encontrou grande parte dos objetos – dezenas de celulares, aparelhos de TV e de recepção de sinais, máquinas fotográficas e até uma mangueira - furtados pela dupla. Josivaldo alegou que participou de apenas dois furtos. A Polícia Federal também investigava o furto nos Correios. 

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