Cidades

IMBRÓGLIO EM DOURADOS

Com 30 mil páginas, processo da Uragano passa às mãos do 4º juiz

Com 30 mil páginas, processo da Uragano passa às mãos do 4º juiz

Redação

14/01/2012 - 00h00
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A ação civil pública originada pela Operação Uragano, hoje com 30 mil páginas, foi remetida às mãos de um quarto juiz e a mudança poderá atrasar o julgamento dos acusados de corrupção no maior escândalo político da história de Dourados. Com a ação cível pública, o Ministério Público Estadual espera o ressarcimento de mais de R$ 30 milhões desviados dos cofres públicos pelos políticos da cidade.

Oficialmente, o processo baseado em operação da Polícia Federal deixou a 4ª Vara Cível de Dourados em dezembro do ano passado rumo à 6ª Vara Cível devido a um conflito de competência. Na prática, entretanto, os autos ainda nem chegaram às mãos do juiz José Domingues Filho, que deverá julgar o caso.

Segundo a juíza Daniela Vieira Tardin, que conduzia a ação, a 4ª Vara Cível onde ela tramitava deixou de ser competente para julgá-la devido ao ingresso do município como parte interessada. A participação do Executivo Municipal foi autorizada pelo magistrado anteriormente responsável pela ação por se tratar de processo envolvendo desvio de verbas da prefeitura, portanto, de interesse do Poder Público.

Com a mudança, a 6ª Vara que julga questões envolvendo entes públicos, como a prefeitura, ficará responsável pelo caso. "Como no curso do processo o município manifestou interesse, o que foi deferido, a competência é alterada em relação ao polo ativo", detalhou ao Correio do Estado a magistrada que atuava no processo.

Ocorre que, com isso, a responsabilidade de julgar os políticos acusados de desvio de verbas mudou de mãos pela terceira vez, passando a um quarto magistrado. Além disso, não há data prevista para o julgamento porque os autos, remetidos antes do recesso Judiciário, nem sequer chegaram à vara de destino.

Na avaliação da juíza Daniela Tardin, trata-se de um processo "dificílimo" de cumprir e até para ser remetido de uma vara a outra, devido à grande quantidade de páginas. Atualmente, a ação conta com cerca de 30 mil laudas.

Burocracia

Inicialmente o processo da Uragano foi livremente distribuído e ficou sob responsabilidade na 4ª Vara Cível de Dourados porque, apesar de se tratar de ação civil pública, não havia nenhum ente público envolvido na ação. Na época, o juiz responsável pelo acolhimento do processo foi Carlos Alberto Rezende Gonçalves.

Devido à sua aposentadoria, outro magistrado assumiu a vara interinamente e, consequentemente o processo, até que a juíza Daniela assumisse oficialmente o cargo. Desta forma, a ação civil ajuizada pelo Ministério Público já havia passado por três magistrados até dezembro, quando foi remetida às mãos do quarto juiz.

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