As chuvas da semana passada assustaram os municípios que no ano passado enfrentaram fortes enchentes. O nível do Rio Taquari, em Coxim, sobe dia a dia e, para a prefeita Dinalva Mourão (PMDB), é questão de tempo para começar a invadir residências. Em Paranaíba, que contabilizou prejuízo de R$ 8 milhões nos primeiros três meses de 2011, o secretário de obras admitiu que outra enchente quebraria as finanças municipais. Em Camapuã, seis casas foram invadidas pelas águas durante a chuva da última terça-feira.
“Estamos apreensivos. A Defesa Civil está em alerta”, comentou a prefeita Dinalva Mourão. “Não tem muito o que fazer. É esperar a enchente, tirar os ribeirinhos de novo. O rio não comporta todo o volume de água e vai transbordar”, afirma. O nível normal do Taquari é 3,40 metros. Na quarta-feira, estava a 3,95m e ontem de manhã, atingiu 4,25m. No ano passado, chegou a 6 metros.
Só em janeiro do ano passado, o volume de precipitação em Coxim chegou a 251 milímetros, 18% acima da média histórica; em março, atingiu 146 mm, volume esperado. Foi mais que o suficiente para alagar residências e destruir estradas e pontes. Mais de 130 famílias foram desabrigadas. O transporte escolar teve de ser interrompido até a reestruturação das vias.
O município conseguiu consertar os estragos das chuvas do ano passado, mas ainda está longe de chegar a uma solução definitiva para o problema. “O que é feito é uma solução paliativa. Para resolver o problema em definitivo teria que pavimentar e drenar todas as ruas e nós não temos suporte para isso. Também teria que resolver o problema do assoreamento do rio”, explica.
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