Inaugurado há 40 dias, o recapeamento da Avenida Afonso Pena, que teria duração de cinco anos, não resitiu as chuvas de janeiro e, ontem, um buraco apareceu no cruzamento com a Rua Padre João Crippa. A obra custou R$ 6,9 milhões. O secretário estadual de Obras, Wilson Cabral, afirmou, em dezembro, que “se não houver interferências de cortes (para tubulação de água ou esgoto, por exemplo), a Afonso Pena ficará cinco anos sem buracos”.
Ao todo, 7,8 quilômetros da avenida receberam uma nova capa asfáltica de oito centímetros de espessura. Na opinião do assesor cultural Rafael Bisco, 19 anos, a empreiteira responsável pela obra cobrou caro por um serviço de baixa qualidade.
Ele disse que esse não é um problema pontual. Em outras regiões da cidade o mesmo ocorreu. “A Avenida da Divisão, no Parati, não é uma avenida velha e também está toda esburacada”, lembrou. “É o nosso dinheiro indo para o ralo”. Para assessora cultural Rafaela Arruda, 24, esse tipo de problema acontece por desleixo na seleção da construtora responsável pela obra. A doméstica Maria José de andrade, 49, ficou revoltada com o buraco. “Isso não está certo não! O dinheiro que eles investiram foi jogado no lixo”, reclamou.
O Governo afirmou que a responsabilidade é da Equipe Engenharia. A empresa acusou a prefeitura pelo buraco, em decorrência de problemas na drenagem. A prefeitura vai encaminhar um engenheiro para avaliar o estrago.