Em apenas três semanas de janeiro, a Prefeitura de Corumbá, soldados do Exército e operários contratados. já retiraram mais de 100 toneladas de lixo da área urbana, eliminando potenciais focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.
O número foi divulgado durante a primeira reunião do ano do Comitê Municipal de Combate à Dengue, criado em 2009 e que conta com representantes dos mais diferentes segmentos.
Os bairros que apresentaram índices altos foram Popular Nova com 6,90%; Nossa Senhora de Fátima com 6,45%; Guarani com 3,70%; Centro América com 3,57%; Guató com 3,03%; Universitário com 2,41%; Maria Leite com 2,25%; Centro 1 (da rua Edu Rocha até a rua Antônio Maria) com 2,23%; Aeroporto com 2,22%; Cristo Redentor com 2,00%; Dom Bosco com 1,92%; Centro 2 (da rua Antonio Maria à rua Albuquerque) com 1,42%, e Popular Velha com 1,12% de infestação. São índices acima do aceitável pelo Ministério da Saúde que é de até 1,00%.
Residências
Já o biólogo do CCZ, Luiz Donizethe Minzão, ao debater o último LIRAa, mostrou novamente uma preocupação: a grande maioria dos focos da dengue está no interior das residências e, segundo ele, representa mais de 90% e o principal responsável continua sendo depósito de água no nível do solo.
O levantamento apontou que a incidência nestes locais atingiu 76,7%, seguidos dos depósitos fixos (calha, laje, ralos, sanitários em desuso, etc.), com 13,3%, e depósitos móveis (vasos e pratos, frascos com plantas, bebedouros de animais, etc.), com 10,00%, todos localizados no interior dos imóveis habitados.