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Brasil estuda interromper acordo automotivo com o México

Brasil estuda interromper acordo automotivo com o México

Redação

02/02/2012 - 07h00
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O recente crescimento nas importações de automóveis e peças do México, somado à intenção do Brasil de mudar a alterar a forma de cálculo do índice de nacionalização de seus veículos, leva o governo a estudar a revisão do acordo automotivo que possui com o país.

Por conta da parceria, os carros mexicanos não são considerados como importados, e não estão sujeitos à elevação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que vigora desde o mês passado para os veículos que não possuam pelo menos 65% de conteúdo nacional.

Nesta quarta-feira, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior confirmou que o acordo automotivo está sendo "analisado e estudado".

Apenas no ano passado, mesmo antes da entrada em vigor do imposto, o Brasil teve déficit no comércio de produtos automotivos de mais de US$ 1,5 bilhão com o país.

Desde dezembro do ano passado, o governo vem negociando com o México, sem sucesso, o endurecimento do cálculo do índice de nacionalização naquele país.

O ministro Fernando Pimentel afirmou no final de 2011 que o governo planeja que, em vez de o percentual de 65% ser aplicado sobre o preço de venda dos carros (em que, além do processo produtivo estão embutidos processos administrativos, marketing, mão de obra e o lucro da empresa), o índice seja calculado somente com base no processo produtivo da montadora.

Se o Brasil mudar a regra e o parceiro comercial não, os veículos produzidos no México ficariam mais competitivos do que os brasileiros, e o governo teme uma invasão de carros produzidos naquele país.

Hoje as montadoras mexicanas possuem elevada capacidade ociosa devido à crise que atinge a economia americana. Entre os veículos produzidos no México, estão carros médios como o Civic (Honda), o Corolla (Toyota) e o Jetta (Volkswagen).

Segundo dados da Anfavea (associação dos fabricantes de veículos), a participação dos importados no mercado brasileiro subiu de 18% em 2010 para 23,6% no ano passado.

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