A dupla, Adilson Del Cul, de 27 anos e Claudinei Francisco, de 20 anos, ambos moradores na cidade de Marechal Cândido Rondon no Paraná, transportava um tablete de aproximadamente 700 gramas de maconha em um fundo falso, também conhecido nos meios policiais por “mocó” em um pick-up Montana.
Ao ser presa, a dupla disse que dias antes havia pegado o veículo com um carregamento de maconha na cidade de Paranhos (MS) e levado para o Estado do Paraná.
Na quarta-feira, os dois teriam retornado até a cidade de Paranhos para entregar o carro e receber dos traficantes, R$ 1 mil em dinheiro que teriam cobrado para levar o veículo com a droga.
Ao chegarem a Paranhos não teriam localizado a pessoa para quem deveriam entregar o carro. Segundo a polícia, um homem de nacionalidade paraguaia, posteriormente identificado como sendo Enrique Chaves Pereira, de 29 anos.
De acordo com relato dos acusados presos em Eldorado à polícia, ao procurarem por Enrique, um homem que estava em um despachante na cidade da fronteira teria deixado-0s preocupado, dizendo que a Montana que conduziam estava “suja” e eles deveriam deixar a cidade. Assim, teriam tentado retornar para o Paraná, mas acabaram abordados e presos pela Polícia Militar em Eldorado.
Ao ser presa, a dupla teria relatado também que o tablete de maconha encontrado no fundo falso seria resquício do carregamento levado anteriormente; que os traficantes teriam esquecido dentro ''mocó'' na hora de tirar o entorpecente do carro no Paraná.
Suposto envolvido é identificado e preso
Após deixarem a fronteira com o Paraguai, o paraguaio, Enrique Chaves, que supostamente seria o responsável por receber o veículo em Paranhos e pagar o R$ 1 mil aos traficantes paranaenses, teria passado a ligar para a dupla de telefones diferentes.
Fazendo se passar por um dos traficantes, um policial civil lotado na Delegacia de Eldorado, unidade policial que assumiu as investigações do caso, marcou de “entregar” a Montana na cidade da fronteira.
Na ocasião Enrique teria escolhido um despachante da cidade como o local onde supostamente os detidos, Adilson Del Cul e Claudinei Francisco, deveriam lhe encontrar para entregar o carro e receber o dinheiro na cidade da fronteira.
Diante das informações, os investigadores da Delegacia de Polícia Civil de Eldorado solicitaram apoio da Polícia Militar de Paranhos que deslocou uma equipe para o suposto ponto de encontro.
Ao chegar ao despachante - local escolhido por Enrique para o encontro -, a PM abordou dois indivíduos, um homem de 34 e outro de 23 anos. Com o rapaz de 23 anos os policiais encontraram um aparelho celular onde constava uma ligação feita para o número do celular de um dos acusados preso pela PM em Eldorado.
Indagado pelos policiais ao dono do celular se ele havia feito alguma ligação para alguém em Eldorado, o rapaz disse que não. Mas disse que um amigo que estava no local, posteriormente identificado como sendo o paraguaio Enrique Chaves, teria tomado seu celular emprestado e feito uma ligação.
Segundo a PM, na hora da abordagem, Enrique não estava mais no local, mas os rapazes presentes teriam relatado que Enrique teria acabado de sair e que estaria abordo de uma motocicleta Honda Falcon.
Diante da situação os PMs passaram a efetuar buscas pela cidade e acabaram por encontrar Enrique Chaves. Ele foi preso e teria confessado o envolvimento com o esquema de tráfico de drogas.
O paraguaio foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Paranhos onde afoi autuado em flagrante pelo crime de associação para o tráfico de entorpecente, posteriormente foi encaminhado para a cadeia pública de Sete Quedas, sede da Comarca, onde deverá permanecer preso à disposição da Justiça.
De acordo com a Polícia Civil Paranhos, os dois homens que estavam no despachante na hora da abordagem policial, o rapaz de 23 anos que havia emprestado do celular para Enrique e o homem de 34 anos, também foram indiciados em inquéritos e as investigações vão prosseguir para apurar se eles têm ou não algum tipo de envolvimento com o esquema de tráfico interestadual de drogas. Outras pessoas, cujos nomes foram levantados durante a operação policial também serão investigadas.