Segundo o secretário municipal de Saúde, Leandro Mazina Martins, melhoras têm sido introduzidas nas escalas médicas, priorizando as três unidades de pronto atendimento (UPA), que dispõe de estrutura maior e são consideradas estratégicas por atender as regiões norte, sul e oeste do município, mesmo assim as condições ainda estão longe do desejável. “O nosso objetivo é ter quatro pediatras por turno, mas nem sempre conseguimos. Há dias que temos dois ou três por turno, porém em um dia ou outro pode haver faltas”, admitiu.
Segundo o secretário, a dificuldade de preenchimento da escala é maior durante os turnos do dia, quando os profissionais vão para consultórios e têm outras atividades. “À noite não temos problemas. Estão praticamente cobertas todas as escalas”, garantiu. Outra dificuldade citada por ele é conciliar a organização da escala com a a concessão de licenças saúde, maternidade (que é de seis meses) e férias.
Na tentativa de “arregimentar” mais profissionais, informou Leandro Mazina, a Prefeitura tem oferecido incentivos para quem apresenta maior produção qualitativa e quantitativa e ampliação do valor do plantão, possibilitando que os ganhos do médico ambulatorial, que tem como piso cerca de R$ 2 mil, cheguem a até R$ 3,8 mil. Além disso, no ano passado foi realizado concurso público para a Secretaria Municipal de Saúde, abrindo 19 vagas para pediatras (14 plantonistas e cinco ambulatoriais).
No entanto, mesmo com a incorporação desses profissionais ao quadro da Prefeitura — que ainda depende de homologação dos resultados, com divulgação prevista para os próximos dias —, não haverá solução definitiva para a falta de médicos nessa especialidade, avalia o secretário. “A maioria dos que prestaram concurso já são nossos funcionários e apenas vão passar a ser ser estatutários”, explicou.