Esses 20 haitianos – o 21º está trabalhando para a empresa em Costa Rica, no norte do Estado, fizeram o mesmo caminho fugindo da capital, Porto Príncipe, entrando no Brasil através do Acre, a partir de 2011. Ilegalmente chegaram em território brasileiro, via Cobija (Bolívia), ao lado de Brasiléia e Epitaciolândia.
Hoje são mais de quatro mil refugiados, segundo estimativas do governo brasileiro. Vieram trazidos pelos chamados coiotes, que cobram em dólar para intermediar o ingresso no País pelo Acre. Já o grupo que se encontra em Ivinhema saiu de Porto Velho, em Rondonia, encaminhados à empreiteira da usina pelo serviço social local.
Desembarcaram em Campo Grande onde ficaram dois dias, regularizando a papelada de entrada junto a Policia Federal, Receita Federal e depois no Ministério do Trabalho e Emprego onde conseguiram o visto para trabalhar, saindo com suas carteiras profissionais em mãos. Hoje todos ostentam o crachá funcional e outro da Receita com o CPF.
E mais um grupo de 300 haitianos estaria se preparando para chegar ao município para trabalhar na construção ou outro setor de atividade braçal. Mas, essa versão, não foi confirmada pela empreiteira, embora haja rumores na Prefeitura. “Lá não (tem) emprego, nada, nada” contou Ilrick na sua entrecortada frase. Por isso a debandada do Haiti, que passa por um processo de recuperação após catástrofes naturais, como o terremoto, seguidod a epidemia de cólera que causou mais de sete mil mortes.
De acordo com o governo brasileiro, cerca de quatro mil haitianos chegaram ao Brasil, através do Acre, depois do terremoto e em janeiro houve a regularização de 2.400 imigrantes, que receberam vistos de trabalho.
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