A saudade do país natal é grande, mesmo com a miséria tomando conta das ruas e das casas, situação agravada depois do terremoto de 2010. Mas a necessidade de sobreviver, fugir de doenças, da fome e ter uma vida digna tem falado mais alto para os 20 imigrantes haitianos que estão há poucas semanas trabalhando na construção civil e morando em Ivinhema.
Ao contrário de cidades do Acre, a presença dos hatianos não chamou tanta atenção da comunidade em Ivinhema, exceto da vizinhança. Eles chegaram contratados por uma empresa construtora de Campo Grande, para atuar nas obras da futura usina sucroenergética da Adecoagro, que está sendo instalada na fazenda Carmem, a 10 quilômetros da cidade.
A língua tem sido a principal barreira para que os haitianos se socializem mais com os companheiros de trabalhos e vizinhos dos bairros Itapoã e Vitória, onde estão alojados em duas casas alugadas pela empreiteira. Os sinais com as mãos tem sido a linguagem deles. Apenas Ilrick Roger, de 26 anos, “arranha” a lingua portuguesa, depois de dois meses no País. Mas logo, todos aprenderão a Lingua Portuguesa.