Emerson Santos Romero, de 33 anos, acusado de sequestrar no sábado (11), o empresário José Roberto Corrêa Martins, de 27 anos, confessou o crime à Polícia Civil, em Corumbá. Ele é um ex-funcionário do pai de José Roberto, o empresário Luis Martins.
Segundo o delegado Gustavo Bueno, responsável pelo caso, Emerson é casado, tem filhos, não tem nenhuma passagem pela polícia e agiu motivado por dívidas. Em depoimento, o acusado afirmou que planejou e executou o sequestro sozinho.
Ele começou a arquitetar o crime na quinta-feira (09) quando foi até a Bolívia e comprou a fita adesiva, usada para amarrar a vítima e montar a suposta bomba, encontrada dentro do veículo Gol. O artefato foi usado para amedrontar a vítima. À Polícia Civil, ele disse que fabricou a bomba com peças antigas de computador e uma bateria de controle remoto. Ela foi destruída por uma equipe especializada da Polícia Militar de Campo Grande.
O objetivo inicial era roubar o carro e pedir resgate pelo jovem. Quando abordou Beto Martins, como o empresário é conhecido na cidade, Emerson, que estava armado com um revólver calibre 38, não conseguiu dar partida no automóvel e decidiu levar a vítima para dentro do Gol. Durante todo o tempo, ele estava com o rosto coberto por um capuz feito de meia calça.
Quando chegou no Porto Geral, em uma área pouco movimentada, conhecida como Peixerada, ele amarrou o sequestrado com a fita e simulou um diálogo para confundi-lo. Ao perceber a chegada da Polícia Militar, ele desistiu da ação e fugiu.
Emerson foi capturado por volta das 04h da manhã de domingo. O carro utilizado na ação era do irmão dele, que emprestou o carro para o acusado em razão de um transporte de um aparelho de ar-condicionado.
Emerson está preso na Delegacia de Policia Civil e vai responder pelo crime de extorsão mediante sequestro. Se condenado, pode pegar de 8 a 15 anos de prisão. A faca e o revólver calibre 38 encontrados no matagal foram enviados para a perícia técnica.