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TARIFA

Andar de ônibus não é mais vantajoso na Capital

Andar de ônibus não é mais vantajoso na Capital

Redação

21/02/2012 - 00h02
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O pedreiro Waldir Alves Trindade é um dos que vão ficar em desvantagem. Para fazer os 12 quilômetros diários entre seu emprego e domicílio (ida e volta), vai gastar em um ano R$ 1.567 – quase 12% mais que alguém que tem um carro popular (R$ 1,4 mil) e, 150,7% mais que um motociclista com mesmo percurso, que gastará cerca de R$ 625.
“Para quem ganha salário mínimo, como eu, vai fazer diferença no final do mês”, afirma. “Não há justificativa para termos uma das maiores tarifas do País, a cidade é pequena se comparada à grandes Capitais, as linhas fazem trajetos curtos e os ônibus não têm conforto que justifique o preço”, completa.

Os cálculos de comparação entre os tipos de transporte, utilizando como exemplo o trajeto do usuário do transporte coletivo Waldir Trindade, foram feitos pelo economista José Leonel Ribeiro, e consideraram o combustível utilizado pelor carros e motos - ambos populares e econômicos -, a depreciação dos veículos e uma manutenção básica, como pneus e trocas de óleo, entre outros.

“Não são todos que, na ponta do lápis, vão sair ganhando com o uso de um automóvel ou motocicleta, porque sabemos que o custo varia de modelo para modelo. Há carros onde o consumo de combustível é muito maior, por exemplo. Mas, se formos considerar o lado subjetivo disso, do conforto do veículo, da facilidade de não depender de horários e menor tempo de trajeto, já que não há as paradas – carro e moto, mesmo que gastem um pouco mais em alguns casos, ainda assim vão compensar”, explica Ribeiro.

Alternativas
Para quem não tem veículo próprio, o conforto citado pelo economista pode ser encontrado nos taxis e moto taxis. Mas, neste caso, em Campo Grande, o preço da comodidade também é alto, fica em cerca de R$ 25 e R$ 10,80, respectivamente, por 10 quilômetros rodados em bandeira 1.
Mas se a procura for por conforto e economia, outra saída apontada por Ribeiro é a carona solidária. Um carro popular com lotação de quatro pessoas gastaria pelo menos metade do que juntos esses quatro passageiros desembolsariam no transporte coletivo de Campo Grande. Dessa forma, saem ganhando meio ambiente e consumidor.
 

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