Representantes da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitencário (Agepen), Judiciário, Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Anatel, Procon e operadores de telefonia se reuniram para discutir medidas eficazes para o bloqueio de sinal de celulares dentro do complexo penitenciário de Campo Grande.
“Em reuniões anteriores com a Secretaria de Estado de Segurança Pública, concluímos que a solução para os celulares dentro dos presídios de Campo Grande seria criar uma ‘área de sombra’ no perímetro do complexo penitenciário. Nos primeiros encontros tentamos juntamente com as operadoras, uma alternativa que bloqueasse o sinal o presídio, mas que não prejudicasse a utilização do serviço por parte dos moradores próximos à região. Com esta nova reunião, tivemos a nomeação de um perito que avaliará qual mecanismo será usado para que o bloqueio funcione, não afetando a população ao redor do presídio”, afirmou o diretor-presidente da Agepen, tenente-coronel Deusdete de Oliveira.
De acordo com o diretor, a previsão é de que em aproximadamente 60 dias o perito apresente as conclusões da análise da área determinada. As vistorias com a finalidade de encontrar celulares dentro dos estabelecimentos penais deve continuar paralelo a isso.
O bloqueio do sinal de celular evitará que presos utilizem do equipamento, já que há a dificuldade em inibir a entrada desses aparelhos, que são constantemente levados aos presídios, entre outros meios, por visitantes que utilizam até mesmo as partes íntimas para tal fim, além de pessoas que arremessam esses materiais por cima da muralha.