Cidades

morte de jornalista

Jacini diz que apoio da PF 'não é necessário' nas investigações

Jacini diz que apoio da PF 'não é necessário' nas investigações

Redação

06/03/2012 - 15h40
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Para jornalistas da região e pessoas próximas a Rocaro, a identificação dos dois motoqueiros que atacaram o jornalista em uma avenida do centro da cidade e o esclarecimento do motivo do crime exigem a participação de outras forças além da Polícia Civil, cuja estrutura, na cidade, é pequena.

“Somos favoráveis à entrada não só da PF no caso, mas de forças estaduais como o Bope e a Delegacia de Homicídios. A Polícia Civil aqui só tem um investigador para cuidar de todos os casos. Além disso, o Paulo teve problemas com a polícia, problemas causados por matérias que ele publicou denunciando a falta de estrutura da Polícia Civil”, declarou o radialista Diovano César, presidente do Clube de Imprensa de Ponta Porã.

César reconhece que o caso é complicado e que muitas pessoas temem prestar informações que ajudem a polícia a esclarecê-lo. Mesmo assim, ele considera que o trabalho avançou pouco. “Já devíamos saber pelo menos o motivo. Não por se tratar de um jornalista, mas porque estamos numa região de fronteira e achamos difícil que, sem uma força-tarefa, seja esclarecido”, completou o radialista, lembrando também do assassinato de mais dois profissionais da região nos últimos dez anos.

Em entrevista à Agência Brasil, no último dia 23, o delegado Odorico Mendonça disse que qualquer auxílio, quando necessário, seria bem-vindo, mas descartou a hipótese de as investigações serem transferidas para a esfera federal. “Seria ilegal, pois a Polícia Federal não tem competência constitucional para isso”, comentou o delegado, garantindo contar com o apoio da Delegacia Especial de Homicídios, de Campo Grande.

Segundo o delegado da PF em Ponta Porã, Jorge Figueiredo, a investigação do assassinato é atribuição da Polícia Civil, mesmo que tenha sido cometido em uma região de fronteira e que as suspeitas apontem para um crime cometido por pistoleiros de aluguel.

“A PF está à disposição, mas só pode prestar apoio se solicitado, por meio de um pedido que especifique a forma de ajuda necessária”, adiantou Figueiredo, revelando que a PF também tem de contornar a falta de pessoal e de recursos para vigiar a fronteiras e cumprir sua missão.

“Uma região de fronteira exige muitas ações de combate ao tráfico de drogas, contrabando e imigração ilegal. Diante da demanda, que é grande, seria necessário o reforço de pessoal e de equipamentos”, comentou o delegado, responsável por um efetivo de 42 pessoas encarregadas de 11 cidades. “Nem todos trabalham na área fim. Muitos estão em funções administrativas, como a emissão de passaportes”. 

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