Elas são mulheres, mas a questão de gênero não interfere na rotina profissional ou pessoal. “Vejo pessoas competentes; não sexo feminino ou masculino. O diferencial para eu escalar alguém para a minha equipe é o brilho no olhar, a paixão pelo que se faz”, compara a delegada da Polícia Federal, P.B., 36 anos.
Coincidentemente, as mulheres selecionadas para esta reportagem e que hoje ocupam cargos de ponta, no comando de forças policiais no Estado, são balzaquianas e quase nem enxergam mais o preconceito que tanto sofreram as mulheres de gerações anteriores. “Talvez uma outra geração de delegadas tenha mais noção do preconceito que a mulher sofria no mercado de trabalho, mas eu te digo que nunca fui discriminada e esse tipo de preconceito é algo invisível para mim”, observa a delegada de Polícia Civil de Campo Grande, Rozeman Rodrigues de Paula.