O governo não vai permitir a votação do projeto do novo Código Florestal até ter certeza de que não será derrotado pelos deputados. Por isso, a votação que deveria ocorrer nesta semana foi adiada. Uma das ideias do Planalto é a de que o texto só volte a ser apreciado depois da Rio+20, prevista para junho, no Rio de Janeiro.
Com as mudanças promovidas pelo governo Dilma em vários ministérios e nas suas lideranças, especialmente na Câmara, com a substituição do deputado Cândido Vacarezza pelo colega do mesmo partido, o PT, Arlindo Chinaglia, o clima de insatisfação aumentou entre os parlamentares.
Agora, além de resistência da bancada ruralista, o governo vai enfrentar a insatisfação de grupo de deputados petistas que não gostou da forma utilizada para a substituição de Vacarezza.
Em carta enviada à presidente Dilma Rousseff, um grupo de parlamentares europeus criticou a posição do governo federal em relação à possível aprovação do código. Eles se dizem preocupados com a mudança na lei e "as severas consequências ambientais e sociais ao planeta que ela pode causar". O texto é encabeçado pelo líder do grupo verde no Parlamento europeu, Daniel Cohn-Bendit.